26 de abril de 2018

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog - A saga de Johnny Freak

Foi hoje para as bancas o terceiro volume da colecção com dois episódios da série Dylan Dog
A Saga de Johnny Freak assinala assim o regresso de Dylan Dog à edição nacional. Dylan Dog é um dos fumetti (nome dado à BD italiana) de maior sucesso na Itália. Criado por Tiziano Sclavi em Outubro de 1986 para a Sergio Bonelli Editore, chega a vender cerca de um milhão de cópias por mês. Na colecção Novelas Gráficas 2017 a Levoir editou Dylan Dog – Mater Morbi, da autoria de Massimo Carnevale e Roberto Recchioni. Johnny Freak é uma história típica de Dylan Dog, e é considerada uma das melhores de sempre. Publicada originalmente em 1993, no #81 da revista mensal do “detective do pesadelo”, surgem nela todos os seus principais personagens. Além de Dylan, conhecemos também Groucho. Ambos são companheiros de quarto em Londres, cenário principal da série. Juntos, investigam fenómenos fantásticos que chegam ao seu conhecimento. Dylan conhece Johnny e fica intrigado: qual o mistério que se esconde por trás daquele estranho indivíduo surdo-mudo encontrado escondido num parque, sem pernas e sem diversos órgãos do corpo? Apesar de aparentemente inapto para viver em sociedade, Johnny começa a demonstrar lampejos de genialidade para as artes, algo que pode ajudar a desvendar seu passado. Inspirada num artigo sobre tráfico de órgãos humanos no Brasil, que Marcheselli tinha lido numa revista, esta história de ficção viria a ter confirmação na realidade em 2005, com o célebre caso de James Whittaker, que foi gerado e nasceu expressamente com o objectivo de ser dador de medula para o seu irmão Charlie, afectado por uma doença degenerativa mortal. Este caso insólito aproxima-se ainda mais da segunda história deste volume, “O Coração de Johnny”, que encerra a saga completa, num dos volumes mais complexos e famosos de Dylan Dog.

Colecção Bonelli #3: Dylan Dog – A Saga de Johnny Freak, Mauro Marcheselli, Tiziano Sclavi, Andrea Venturi e Giampiero Casertano, Levoir, 200 pp., p&b, capa dura, 11,90€ com o jornal Público

Figuras de Tintin #56: Tintin com a mala

A entrega desta quinzena retrata Tintin com a mala e o seu sobretudo na aventura Tintin na América. A referência da figura está na vinheta C2 da 2º prancha dessa aventura de Tintin.

Figuras de Tintin #56, livro de 16 pp.+passaporte+estatueta, Éditions Moulinsart, distribuída em Portugal pela Altaya, 12,99€


Didier Comès - Ensaio de quadriculografia portuguesa

Dieter Hermanm
(Bélgica) Sourbrodt, 11 de Dezembro de 1948 - n.d. 7 de Março de 2013

Após concluir os seus estudos numa escola profissional em Malmédy, ingressa como aprendiz de desenho industrial numa fábrica de máquinas têxteis. Em 1969, encontra René Hausman e Paul Deliège que o incitem a entrar na banda desenhada. Assim, apresenta o seu portfolio ao jornal Le Soir, que, imediatamente, o admite para trabalhar no suplemento juvenil. Após uma passagem efémera na revista Spirou, ingressa na Pilote, onde realiza a sua primeira grande série: Ergun, L'Errant. Em 1979, desenha uma das suas grandes obras: Silêncio. No mesmo registo, concebe A Doninha, Íris e A árvore-coração, todas para a revista À Suivre.  

One-shots publicados em Portugal:
  • A sombra do corvo (L'ombre du corbeau), 1976, Tintin #52/14º ano a #21/15º ano*
  • Silêncio (Silence), 1979, Álbum Livraria Bertrand [1983]**; Álbum Edições ASA [2003]
  • A doninha (La belette+Anne), 1981, Álbum Meribérica (2 volumes) [1991]; Selecções BD #36
  • A árvore-coração (L'arbre-coeur), 1987, Álbum Meribérica [1992]; Selecções BD #32
  • A salamandra (La salamandre), 1987, Selecções BD (1ª série) #34
  • O grande feiticeiro (?), 1987, Selecções BD (1ª série) #35
  • Íris (Íris), 1990, Álbum Meribérica [1998]
  • A casa onde as árvores sonham (La maison où rêvent les arbres), 1995, Álbum Meribérica [1996]
  • As lágrimas do tigre (Les larmes du tigre), 2000, Álbum Edições ASA [2003]
A história ficou incompleta devido ao encerramento da revista
** Reeditado em dois volumes  pelas Edições ASA em 2003 [Tomo 1 - A iniciação (L'initiation); Tomo 2 - A vingança (La vengeance)] com a obra a cores.

    [actualizado a 19-2-2015]

    25 de abril de 2018

    Top das vendas de BD em França de 9 a 15 de Abril de 2018

    1º lugar (novo)
    Lefranc #29: La Stratégie du chaos
    Régric, Roger Seiter
    CASTERMAN

    2º lugar (novo)
    [Kenya : saison 3] : Épisode 3
    Bertand Marchal, Rodolphe, Leo
    DARGAUD

    3º lugar (novo)
    Orcs & Gobelins #3: Gri’im
    Stéphane Créty, Nicolas Jarry
    SOLEIL


    Philippe Berthet - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Desenhador, Argumentista
    (França) Thorigny-sur-Marne, 22 de Setembro de 1956

    Após terminar os seus estudos em Saint-Luc, em Bruxelas, Philippe Berthet começa a escrever, a partir de 1978, os seus primeiros contos para revistas francesas como Le 9e Rêve, Aïe! e Spatial. Em 1981, ingressa na revista Spirou, onde inicia a série Lloyd conjuntamente com o escritor Andrieu. Um ano depois, produz a série futurista O Mercador de Ideias, onde escreve e desenha em colaboração com Antonio CossuBerthet e Cossu criam várias histórias curtas para a Spirou, posteriomente recolhidas no álbum Rêve de Chien.
    Berthet continua a sua colaboração com a revista Spirou, com histórias independentes, como Hiver 51 e Été 60, escritas por Andreas, bem como O Olho do Caçador (texto de Foerster) e A Dama, o Cisne e a Sombra (texto de Dominique David).
    Retrata o crime negro da década de 30 do século passado com a série O detective de Hollywood, escrita por José-Louis Bocquet e François Rivière. Na colecção Aire Libre da Dupuis, cria Sur la Route de Selma (1991), com argumento de Tome e Halona (1993).
    Em 1994, lança na Dargaud, com o escritor Yann, a série Pin-Up. A série, sobre as décadas de 40 e 50 do século XX, é uma uma homenagem à série Male Call de Milton CaniffBerthet trabalha com Foerster no one-shot Cães da Pradaria, editado pela Delcourt em 1996.
    Em 2004, Berthet e Yann iniciam a série Yoni na nova coleção Empreinte (s) da Dupuis. Contudo, após dois tomos, a série é abandonada e Berthet e Yann continuam, entre 2006 e 2008, com Les Exploits de Poison Ivy na Dargaud. Trabalha com Corbeyran no segundo volume de XIII Mistério, um spin-off de XIII, retratando a personagem Irina Svetlanova. Com Fred Duval, lança Nico, uma série de ficção científica e espionagem, para a Dargaud (2010).

    Séries publicadas em Portugal

    One-shots publicados em Portugal:
    • Moça da praia (Fille de la plage), 1983, Jean-Luc Fromental (arg.), Jornal da BD #183
    • O olho do caçador (L'oeil du chausseur), Foerster (arg.), Álbum ASA [1997]
    • A dama, o cisne e a sombra (La dame le cygne et l'ombre), 1989, Dominique David (arg.), Álbum ASA [1992]
    • Cães da pradaria (Chiens de prairie), 1996, Foerster (arg.), Álbum Meribérica [1999]
    [actualizado a 15-3-2015]

    I.R.$. #9

    Chegou ao final a colecção I.R.$. da parceria Público/ASA com o lançamento do 9º volume que engloba os 17º e 18º episódios, ficando editada em português todas as aventuras da série mãe de Stephen Desberg e Bernard Vrancken.

    Larry's Paradise, 2016
    Larry B. Max apresentou a sua demissão do I.R.$. e é contratado pela Kyle Financial Partners – uma poderosa empresa especializada na optimização dos rendimentos dos seus clientes, que estava muito interessada no conhecimento profundo das engrenagens da regulamentação fiscal do antigo agente. Uns atrás dos outros, certos clientes e associados de grandes escritórios especializados em direito fiscal começam a ser assassinados e Larry torna-se imediatamente alvo preferencial dos defensores de métodos musculados de acção. Ao mesmo tempo, o herói recebe um inesperado e perturbador telefonema de Gloria Paradise

    Kate's Hell, 2017
    A segunda história do álbum começa após a morte de Kyle, quando Larry fica responsável de operações da Kyle Partners. Isso coloca-o imediatamente na mira de um grupo terrorista que combate grupos poderosos que, sem violação do quadro legal existente, resolvem os problemas fiscais dos seus clientes. O herói tem outras preocupações na sua vida, pois continua a ser contactado pelo fantasma de Gloria, impelindo-o a fazer estranhas descobertas acerca da sua família…

    I.R.$. #9: Larry's Paradise+Kate's Hell, Bernard Vrancken e Stephen Desberg, ASA/Público, 104 pp., cor, capa dura, 11,90€

    24 de abril de 2018

    Christopher Blain - Ensaio de quadriculografia portuguesa

    Argumentista, Desenhador
    (França) Argenteuil, 10 de Agosto de 1970


    Após estudar economia, Christophe Blain prossegue os seus estudos artísticos em Paris e Cherbourg. Realiza as suas primeiras BD’s enquanto cumpre serviço militar. Como ilustrador profissional, colabora com revistas como Astrapi, Okapi Science et Vie Junior, bem como nas editoras Albin Michel, Casterman, Nathan Le Seuil.
    O seu ingresso na BD deve-se a Émile Bravo, David B. e Joann Sfar, que trabalham no Atelier Vosges. Assim, começa a trabalhar com o argumentista David B. em algumas histórias publicadas em Lapin, como La Revolte d'Hop Frog, no qual introduz a personagens Hiram Lowat e Placido. Outras histórias com estes personagens são publicadas pela Dargaud.
    Em 1999, Blain produz o álbum de sucesso Le Reducteur de Vitesse na colecção Aire Libre da Dupuis e contribuiu para a série Donjon Potron-Minet de Lewis Trondheim e Joann Sfar. Em 2001, inicia a série Isaac o Pirata na colecção Poisson Pilote da Dargaud. A série é premiada no festival de Angoulême em 2002. Também na Poisson PiloteBlain faz a comédia filosófica Sócrates le Demi-Chien com Sfar.

    Séries publicadas em Portugal:

    [actualizado a 19-2-2015]